Reflexão dos bispos portugueses sobre a pandemia. “Legalização da eutanásia contradiz lição da redescoberta do valor da vida humana”

Intitulada como “Recomeçar e Reconstruir”, a reflexão da Conferência Episcopal sobre a sociedade portuguesa a reconstruir depois da pandemia Covid-19, o texto aprovado pela assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), é dividido em 40 pontos.

Os bspos portugueses consideram que a pandemia nos ensina a “redescoberta do valor de cada vida humana” e que “a legalização da eutanásia contradiz esta lição”.

Intitulada como “Recomeçar e Reconstruir”, a reflexão da Conferência Episcopal sobre a sociedade portuguesa a reconstruir depois da pandemia Covid-19, o texto aprovado pela assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), é dividido em 40 pontos.

No texto, os bispos começam por defender que a “lição prioritária a colher da tragédia desta pandemia é a da redescoberta do valor de cada vida humana, pois só esse valor poderá justificar as consequências das medidas tomadas para impedir a difusão da doença”.

Neste contexto, os bispos sublinham a importância de “dar outra atenção à condição dos idosos e das instituições que deles cuidam”, e afirmam que “a legalização da eutanásia contradiz esta lição que vem da redescoberta do valor da vida humana”.

Mais adiante, o documento reflete sobre a dimensão da crise que “parece não ter precedentes em gravidade e, por isso, reclama um esforço de solidariedade também sem precedentes”. A CEP admite que “ao Estado cabe um importante papel, mas talvez ainda mais importante seja o da sociedade civil”.

“Quanto aos alicerces em que deve assentar a economia a reconstruir, esta deve ser uma ocasião para repensar o sistema económico, para preservar o que ele tem de bom e para corrigir o que ele tem de negativo e injusto, como a desigualdade e a destruição do ambiente”, refere o texto.

Os bispos dizem que esta “pode ser uma ocasião para construir um sistema em que os valores da solidariedade não movam apenas as ações de apoio social, mas penetrem também na economia e no mercado”, acrescentando que “esta pode ser uma ocasião para implementar a globalização da solidariedade, desde logo no plano da saúde pública, a qual não pode deixar de ter, hoje mais do que nunca, uma dimensão universal”.

“Tornar universal o acesso à futura vacina contra a Covid-19 é dos primeiros passos nesse sentido”, sublinham.

Na opinião do episcopado, “a União Europeia enfrenta um desafio que talvez seja o maior da sua história: perante a crise económica e social gerada pela pandemia, deverá atuar como uma verdadeira comunidade em que cada um dos seus membros sente como seus os dramas que atingem os outros”.

Os bispos asseguram que “esta reflexão quer ser apenas um contributo construtivo e cordial sem pretensão de oferecer soluções técnicas e imediatas para os problemas enfrentados” e sublinham o facto de “como no mundo inteiro e em todos os setores da sociedade, também entre nós a Igreja foi provada pela pandemia e obrigada a adaptar-se e a inovar no campo das celebrações, da catequese, dos laços comunitários, da sua presença e ação na sociedade”. “Nestas vertentes houve muitos sinais de criatividade pastoral que não se devem perder, mas antes valorizar no futuro, como manifestação de nova vida e de nova esperança”, acrescentam.

A assembleia plenária da CEP decidiu celebrar a nível nacional uma eucaristia em sufrágio das vítimas da pandemia Covid-19 em Portugal, no final da próxima assemblei, agendada para Novembro, também em Fátima.

A CEP aprovou ainda a candidatura de três igrejas a basílicas menores nas dioceses de Viana do Castelo e de Bragança-Miranda, a saber: Igreja de São Domingos, onde está sepultado São Bartolomeu dos Mártires, e Igreja do Sagrado Coração de Jesus, no monte de Santa Luzia, ambas na diocese de Viana do Castelo, e a Igreja Matriz da Torre de Moncorvo, na diocese de Bragança-Miranda.

Via: Renascença

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